Favelas: por que Elio Gaspari não dá uma ajudinha?

Em sua coluna de domingo em O Globo (05.03.09), Elio Gaspari escreveu criticando a construção de muros para limitar o crescimento das favelas. Apresentou cifras, argumentando que não são estas as favelas que mais crescem. Chegou a discutir o tamanho do muro, que, para ele, não precisa ser tão alto. Claro que comentou que os bacanas também ocupam a mata, mesmo que seja para fazer quadras de tênis. Resumindo: bombardeou a única ação que o governo toma depois de anos, contra a esculhambação da ocupação dos morros. Cabe a pergunta: o que quer Elio Gaspari? Quer que as favelas aumentem? Que se torne direito ocupar qualquer espaço alegando que se é pobre, mesmo que seja esse espaço a Mata Atlântica ou a área debaixo de um viaduto? Olha que não acho que seja isso. É apenas o exercício de criticar por criticar. A casa dele deve ser longe das favelas. Não está na linha de tiro. Por que não jogar merda na discussão?

Pô, Elio, menos! Deixa o prefeito fazer alguma coisa. Não precisa ser contra tudo que é feito. Não precisa mostrar que tudo pode ser visto de outro ângulo. Não é necessário recorrer a estatísticas para saber que as favelas estão crescendo muito. Os apartamentos e casas no alto da Gávea valem cada vez menos, pois a favela da Rocinha está crescendo, já passou pela linha de cumeeira do morro e desce rápido para a Marquez de São Vicente. O Sétimo Céu, que poderia ser mais um ponto turístico do Rio, tornou-se, em poucos anos, a entrada de mais uma favela. Nada foi feito por todos esses anos. Cesar Maia se esquivou de todo jeito, só pensando em conseguir votos do povão. Veja nosso artigo de 2005 sobre o assunto. Por favor, Seu Gaspari, libera aí. O senhor é genial, é o senhor da dialética. Mas, porra, deixa o prefeito fazer alguma coisa!

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