Lewandowski esclarece que não houve Mensalão. Puxa vida, agora estou tranquilo.

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O revisor do julgamento do Mensalão esclarece a nação de que não houve Mensalão. Puxa! Que bom! Levandowski absolveu José Dirceu, que Chefe da Casa Civil na época, não sabia de nada. Quem não acredita em Papai Noel sabe (ou acredita piamente) que Dirceu estava na trampa. Se Lula também sabia, é um grande mistério.

O projeto do PT para ficar no poder por 20 anos foi colocado em cheque. Dirceu sair solto é bom resultado pessoal para ele. Mas o conjunto do julgamento nos mostra que o partido abandonou seu discurso pela ética. Foi ali pelo meio dos anos 90 que o partido virou uma “organização” voltada para resultados. E o resultado perseguido foi “manter-se no poder”.

Não sei o que move Lewandowski. É auspicioso o rigor jurídico que ele adota para garantir o direito do famoso réu ao beneficio da dúvida. Entretanto, talvez o país precisasse de uma decisão mais política. Ele também não é tão cartesiano em seus argumentos. Uma hora diz que só vale o que está nos autos. Na outra, cita como relevante matéria de jornal da semana passada. Para o emérito juiz, o depoimento de Roberto Jefferson não vale, pois ele é inimigo de Dirceu. Já os depoimentos de seu amigos Genoíno e outros são considerados de total idoneidade. Geisel (acho que foi ele) inventou a democracia relativa. Lewandowski vai entrar para a história do nosso Judiciário inventando a justiça relativa.

Na verdade, ali no tribunal vemos a prova cabal de que não adianta passarmos procuração a outros para nos protegerem. Temos a eleição nesse domingo, para mal ou bem colocar no poder quem queremos ou expelir aqueles que consideramos canalhas. Nós temos que cuidar disso. O juiz Lewandowski é apenas um rábula poderoso fazendo o que sua consciência orienta, ou o que suas crenças jurídicas determinam ou o que seus compromissos políticos exigem. Ou seja, o problema está em nossas mãos. No mais, que Deus olhe por nós.

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