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Chico Buarque pode ter a opinião dele

O artista foi interpelado na rua por seu apoio ao governo atual e ao PT. Alguns jovens cobravam dele o reconhecimento de que o partido tornou-se uma quadrilha. Não parece tão descabida a resistência de Chico. Ele argumentava na discussão que “o PSDB é bandido”. Talvez esteja aí a desilusão de Chico Buarque. Os partidos brasileiros são todos parecidos. Para ele, o PT ainda é uma opção “menos ruim”. É razoável.

Eu discordo de Chico Buarque. Sou ingênuo. Continuar a lerChico Buarque pode ter a opinião dele

só queria entender: por que os táxis têm privilégios juntamente com os ônibus?

Me ajuda aí. Criaram-se vários corredores expressos na cidade. Em geral, uma pista das vias principais da cidade são reservadas para ônibus e … táxis. Só podem trafegar ônibus e táxis. Por quê? Taxi é transporte coletivo? Coletivo de um só? Pensei que era o carro de um bacana que tem dinheiro para andar com motorista. Por que esse cidadão não está sujeito à mesma restrição que eu, no meu carro particular? Não entendi. O brasil é muito difícil. Me explica por favor.

Natureza dá seu recado no final de ano

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Os dias que antecederam 31 de dezembro mostraram céus magníficos no Rio. A combinação com nuvens de chuva gerou bonitos arco-íris. No dia 31, formou-se um paredão de nuvens lá paras bandas da Zona Norte, que ameaçava estragar a festa dos fogos em Copacabana. Curiosamente, as televisões ignoraram a possibilidade de um temporal. Ou têm acesso a informações mais precisas sobre o clima, ou não quiseram alertar o público para não diminuir a participação da população na festa. E se o temporal se confirmasse com 2 milhões de turistas nas ruas esperando os fogos? Certamente seria uma tragédia impossível de prever. Uma fatalidade, como nossos governantes gostam de classificar. As nuvens eram de chuva mesmo. Na Pavuna, zona de pecadores ou que pagam pouco IPTU, choveu forte e teve até granito.

Pra mim, temente às superstições em geral, foi uma mensagem dos céus. A Natureza informa gentilmente que o povo brasileiro pode ser otário, mas ela não está nem aí, se tiver que chover, ventar, alagar o país onde as verbas de obras desaparecem, o céu vai cair na cabeça do populacho.

Todos alertados, feliz 2014.

A Praga das Olimpíadas

Assistimos todo dia este Brasil desordenado e continuamos a nos perguntar como vai ser a realização das Olimpíadas por aqui. Um artigo do site The Daily Beast (thedaiybeast.com) traz más notícias para quem acredita que o Rio vai ganhar com a realização dos jogos em nossa cidade. Os dados compilados por estudiosos do assunto mostram que não se comprova o famoso argumento de que os turistas vão correr para a cidade que realiza uma edição dos jogos olímpicos modernos. Os orçamentos estouram. Populações pobres são deslocadas. O evento ocorre. Alguns poucos ganham muito dinheiro e a cidade sede fica com as dívidas para administrar. Montreal foi o maior fracasso. Seu orçamento atingiu oito vezes o previsto. Outras cidades não chegaram a tanto. Mas os custos altos são a rotina nesses megaprojetos. Notem que não falam de corrupção, obras superfaturadas ou preços majorados pelo golpe do atraso das obras. Claro que o Rio não é esse caso.

O interessante do artigo é a argumentação realista de que os custos de uma Olimpíada não se pagam. Depois do evento, linhas de trem e metrô ficam subtilizadas. Estádios caríssimos são abandonados. Um idealista sugeriu que uma ilha da Grécia fosse selecionada para abrigar os Jogos permanentemente. A idéia é excelente, entretanto a sugestão não incluiu a maneira dos espertos enriquecerem com os orçamentos. Resultado: a Ilha das Olimpíadas foi esquecida.

A sina das Olimpíadas é forte e tem acontecido com regularidade de quatro em quatro anos. As cidades sofrem com obras por anos que antecedem os Jogos. Áreas de população pobres são remanejados sob o discurso da revitalização. Os empreendedores ligados ao projeto olímpico enriquecem. Por alguns dias a cidade sede assiste o brilho da competição. Depois, ela é esquecida, cai na rotina, e ficam as dívidas para serem pagas pelos anos a frente.

É claro que no Rio de Janeiro isso não vai acontecer.

Os helicópteros de Sergio Cabral

Proposta:

o governador pode usar helicóptero para trabalhar, mas o povo do Estado do Rio de Janeiro nao lhe concede o luxo de ir e voltar do trabalho de helicóptero. Se ele tem casa no balneário de Angra dos Reis, que pague do próprio bolso o mimo de ir e voltar voando pelos céus do litoral do estado.

Eu não sei o que a media está procurando tirar de Cabral. De repente, descobre-se os malfeitos do governador outrora querido de todos. Eu também estou querendo apertar seu saco. É estranho vê-lo candidamente declarar na TV que todo mundo faz a mesma coisa. Não é todo mundo. O Estado de São Paulo só tem dois helicópteros. O Rio tem sete. Por quê? O motivo devem ser nossas montanhas… Que nada. Cabral é um homem rico. Gosta de viver como rico. Gosta de se acompanhar dos ricos. Andar de helicóptero tem tudo a ver com seu status de milionário.

Ele foi pego com a mão na botija. O governador podia andar de lá pra cá de helicóptero. Mas a família viajar para a casa milionária em Angra às minhas custas faz parte do descaramento dos governantes de nossa república de bananas.

Que tal a gente aproveitar o embalo e não votar mais no moço rico que gosta de andar de helicóptero? É o mesmo moço amigo do Cavendish, que bota lenço na cabeça em restaurante caro de Paris. Até hoje eu não entendi o detalhe do uniforme da quadrilha. Lenço na cabeça? Fica a pergunta que não quer calar: De onde veio toda a grana do Sergio Cabral? Sem ofensa. Será que vem do escritório de advocacia de sua mulher, que defende os interesses dos donos das empresas de ônibus do Rio, que o Cabral devia controlar para que o serviço fosse melhor? Ou é dos contratos com o apresentador Luciano Hulk?

Que esse seja mais um motivo para o povo ir pra rua xingar o governador. Ir pra rua de seu apartamento de rico no Leblon cobrar melhorias na gestão da cidade. Achei aquele povo que acampou por ali meio bobo. Começo a entender onde está a raiz de nossos problemas.