Arquivo da Categoria: livros

Pilatos [Carlos Heitor Cony, 2001, Companhia das Letras]

Pilatos é um excelente e oportuno lançamento editorial. Este livro de Carlos Heitor Cony, de 1974, merece ser reapresentado aos leitores. Acima de tudo, Pilatos destaca uma qualidade magistral do escritor: seu humor. Os personagens e as situações delirantes que Cony cria para eles são de se dobrar de rir. E digo dobrar, literalmente. Continuar a lerPilatos [Carlos Heitor Cony, 2001, Companhia das Letras]

A Jornada do Escritor – Estruturas Míticas para Contadores de Histórias e Roteiristas [Christopher Vogler, 1997, Ampersand Editora]

De certa feita, no programa Manhattan Connection, Paulo Francis e Caio Blinder comentavam um filme que entrava no circuito. Caio Blinder, metódico, tecia algumas considerações equilibradas sobre o lançamento cinematográfico. Mal deixando que Blinder terminasse, Paulo Francis entrou desancando o filme e dizendo que aquilo era a mesma historinha de sempre. Paulo Francis, com seu jeito peculiar, nem tinha se ocupado em assistir ao filme. O detalhe foi apontado por Blinder, ao que Francis retrucou: – Não preciso ir ao cinema, já vi todos os filmes, essas histórias são sempre a mesma coisa!

A mesma história? Os roteiros se repetem? Continuar a lerA Jornada do Escritor – Estruturas Míticas para Contadores de Histórias e Roteiristas [Christopher Vogler, 1997, Ampersand Editora]

A Máquina [Adriana Falcão, 1999, Editora Objetiva]

Oxente! Mas num é que eu fiquei impressionado com o livro dessa menina Adriana Falcão. A moça escreve direitinho, no mais belo estilo severinesco. Seu texto tem o meu sotaque. Pretensão minha? Certamente. Para tirar a dúvida, leiam o livro dessa nordestina honorária e depois comparem com minhas maviosas matérias em Polemikos. Continuar a lerA Máquina [Adriana Falcão, 1999, Editora Objetiva]

Feliz Ano Novo [Rubem Fonseca]

Ontem fui a uma livraria e comprei o livro Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca. Nada de especial, diriam vocês. O livro não é nem novo. É verdade. Eu já havia lido. Por que estou comprando de novo? Meu filho de 18 anos está interessado em lê-lo. Vocês devem concordar que um jovem interessado em leitura deve ser incentivado. Então comprei.

Este ato singelo da compra de um livro teve um significado especial. Quando li Feliz Ano Novo, acho que em 1976, ele estava proibido pela censura. O livro não podia ser lido por que “atentava contra a moral e os bons costumes”. Li Rubem Fonseca em cópia xerox. Continuar a lerFeliz Ano Novo [Rubem Fonseca]