Elysium, ou parece que é Miami?

Aluguei no Now, da Net. Eta coisinha ruim. O roteiro é até engraçado. Parece uma metáfora, ou é uma paródia? Da situação dos mexicanos, morrendo de inveja da vida de sonhos dos americanos. A vida do gringo não tá tão invejável assim, mas ainda serve pra fazer um scifi onde os chicanos, os coitados que foram deixados na favela em que se tornou a Terra, querem ir para a estação orbital do luxo e imortalidade saudável. Deve ser o suburbano pobre no ar poluído da Cidade do México sonhando ir para Miami. Qual língua falam os miseráveis deixados aqui? O espanhol, é claro. Os ricos vivem na estação que é o equivalente aos bairros ricos e cafonas da Florida. O maior objeto de desejo dos pobres são as camas milagrosas que curam todas as doenças, que os ricos, não entendi qual o motivo, não compartilham com os pobres. O filme é a representação dos pobres americanos ou imigrantes invejando ter o seguro saúde, ou seja, o Obamacare.

Mesmo com este esforço para achar graça no modelo de separação ricos e pobres, o filme é fraquinho. Matt Damon e Jodie Foster, sempre bem pagos, interpretam os principais papéis da história. Pura burocracia. É curioso o uso de artistas brasileiros para fazerem os personagens “latinos” excluídos. Alice Braga e Wagner Moura cumprem com tranquilidade a tarefa de carregar seus personagens.

E é isso. Uma bobagem típica de filmes de ficção científica ruim, com bastante dinheiro para efeitos especiais conservadores. Na linha dessa história, valeria mais ver ou rever o inovador Distrito 9.

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