FGTS para as domésticas ajudou na decisão: está demitida!

Demiti a empregada. 

Lindo. O governo, sempre atento a melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro, criou lei obrigando os empregadores a pagar  FGTS para suas empregadas. Eu pagava salário na carteira para uma empregada no regime de trabalho três dias por semana. A implantação desse direito das empregadas domésticas sai caro. Fica difícil negociar com as empregadas. São, em geral, pessoas humildes, que são adestradas para considerar que FGTS é um direito delas, que deve ser acrescentado ao salário. Infelizmente não é. Trata-se de mais um custo para o empregador. Convencer a empregada que ela deve aceitar diminuir seu salário para terFGTS é tarefa árdua. Talvez se o FGTS fosse opcional, patrão e empregada negociando sua aplicação, a coisa fosse mais razoável. 

Além do provável aumento do custo da empregada doméstica, a implantação da lei que trata do FGTS e outras vantagens é uma tragédia burocrática, com várias parcelas de impostos e seguros, que exigem utilização de um site (que até hoje não funciona direito). Sou zeloso do uso do meu tempo. Não quero perdê-lo seguindo os processos infernais inventados pelos sábios de nosso legislativo. 

O governo fica bem na fita. Cria um novo “direito” para as domésticas. De quebra, vai fazer caixa com os depósitos do FGTS, que será remunerado a míseros 3% ao ano.

O governo me ajudou a resolver. Demiti a empregada e passei para o modelo de diarista duas vezes por semana. Menos uma carteira de trabalho no Brasil. 

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